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Indonésia (, ), oficialmente República da Indonésia (, ), é um país localizado entre o Sudeste Asiático e a Austrália, sendo o maior arquipélago do mundo, composto pelas Ilhas de Sonda, a metade ocidental da Nova Guiné e compreendendo no total ilhas. Por ser um arquipélago, tem fronteiras terrestres com Malásia (na ilha de Bornéu), Timor-Leste (na ilha do Timor) e Papua-Nova Guiné (na Nova Guiné); e marítimas com as Filipinas, Malásia, Singapura, Palau, Austrália e com o estado indiano de Andamão e Nicobar. A localização entre dois continentes — Ásia e Oceania — faz da Indonésia uma nação transcontinental. O país é uma república, com poder legislativo e presidente eleitos por sufrágio universal, sendo sua capital a cidade de Jacarta, com uma população de cerca de 10 milhões de pessoas. É um dos membros fundadores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e membro do G20. A economia indonésia é a décima oitava maior economia do mundo e décima quinta maior em paridade do poder de compra.

O arquipélago indonésio tem sido uma região de grande importância para o comércio desde os séculos VI e VII, quando Srivijaya começou a comercializar com a China e com a Índia. Apesar de sua grande população e regiões densamente povoadas, a Indonésia tem vastas áreas desabitadas e é um dos países mais biodiversos do mundo. Desde os primeiros séculos da era cristã, governantes locais gradativamente absorveram modelos culturais, políticos e religiosos estrangeiros, enquanto reinos hindus e budistas floresceram.

A história da Indonésia tem sido influenciada por poderes estrangeiros atraídos por seus vastos recursos naturais. Comerciantes árabes muçulmanos trouxeram o islamismo, agora a religião dominante no país. As potências europeias trouxeram o cristianismo e, além disso, lutaram entre si para monopolizar o comércio de especiarias nas ilhas Molucas durante a Era dos Descobrimentos. Depois de três séculos e meio de colonialismo holandês, a Indonésia conquistou sua independência após a Segunda Guerra Mundial. A história do país desde então tem sido turbulenta, com desafios colocados por catástrofes naturais, corrupção política, movimentos separatistas, processo de democratização e períodos de rápida mudanças econômicas. A nação atual da Indonésia é uma república presidencial unitarista composta por trinta e três províncias.

Com mais de 250 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e o primeiro entre os países islâmicos. Através de suas várias ilhas, o povo indonésio está distribuído por distintos grupos étnicos, linguísticos e religiosos. O lema nacional Bhinneka Tunggal Ika ("Unidade na diversidade") articula a diversidade que há na nação. A Indonésia é um país rico em questão de recursos naturais, contrastando com sua população, que é, em sua maioria, de baixa renda.

Etimologia

O nome "Indonésia" deriva do grego indós e nesus, que significa "ilha índica". O nome data do , precedendo a formação de uma Indonésia independente. Em 1850, George Earl, etnólogo inglês, propôs os termos Indunesians, ou também Malayunesians, para se referir aos habitantes do "arquipélago indiano" ou "arquipélago malaio". Na mesma publicação, um dos estudantes de Earls, James Richardson Logan, utiliza a palavra "Indonésia" como sinônimo de "arquipélago indiano". Entretanto, os acadêmicos neerlandeses que escreveram publicações nas Índias Orientais negavam a usar o vocábulo Indonésia, usando em seu lugar termos como Maleische Archipel ("Arquipélago Malaio"); Nederlandsch Oost Indië (Índias Orientais Neerlandesas); de Oost (o leste); e inclusive Insulinde.

A partir de 1900 o uso do termo Indonésia se tornou mais comum em círculos acadêmicos fora dos Países Baixos, e grupos nacionalistas indonésios adotaram o termo para expansão política. Adolf Bastian, da Universidade de Berlim, popularizou o nome no seu livro Indonesien oder die Islas des Malayischen Archipels, 1884–1894. O primeiro erudito indonésio a utilizar o nome foi Suwardi Suryaningrat (Ki Hajar Dewantara), quando em 1913 estabeleceu uma imprensa nos Países Baixos com o nome Indonesisch Pers-mesa.

História

Restos fossilizados de Homo erectus, popularmente conhecido como Homem de Java, sugerem que a Indonésia tenha sido habitada de a anos atrás, aproximadamente. O Homo-sapiens chegou à região, provavelmente, há anos. Os austronésios, que constituem a maioria da população moderna do país, emigraram ao sudeste asiático a partir da ilha de Formosa. Por volta do ano , chegaram à Indonésia e expandiram seus territórios para as ilhas melanésias do oriente. Nos princípios do , as condições agrícolas ideais e o aperfeiçoamento das técnicas do cultivo do arroz permitiram o surgimento de pequenas aldeias e reinos. A posição estratégica da Indonésia estimulou o comércio entre as ilhas e com o continente. Por exemplo, as relações com os reinos da China e da Índia se estabeleceram há vários séculos antes de Cristo, o que demonstra que o comércio sempre fez parte da história da Indonésia.

Entre os séculos VII e XIV, formaram-se, nas ilhas de Samatra e Java, vários reinos hindus e budistas). Dois grandes reinos que surgiram nessa época foram o Srivijaya e Majapahit. Do até o , o reino budista de Srivijaya, em Sumatra, cresceu rapidamente. Em seu auge, o Srivijaya controlava desde o oeste de Java até a península malaia. No , também surgiu o reino hindu de Java Oriental, Majapahit, que conseguiu obter poder sobre o território que é a maior parte da Indonésia atual e sobre quase toda a Península Malaia.

Com a chegada de comerciantes árabes de Gujarate (Índia) no , o Islão tornou-se a religião dominante na maior parte do arquipélago, iniciando ao norte de Sumatra. Outras áreas da Indonésia gradualmente adotaram o islamismo, o que o tornou a religião dominante em Java e Sumatra no final do . O islamismo se misturou a influências culturais e religiosas da região, que moldaram a forma predominante do islamismo na Indonésia, particularmente em Java. Sultanatos islâmicos como o de Mataram e de Banten se instalaram na região.

Colonização europeia e independência

Os europeus chegaram à zona nos princípios do . Em 1511, os navegadores portugueses Francisco Serrão e António de Abreu aportaram às ilhas Molucas e procuraram dominar os reinos que ali existiam tendo em vista monopolizar o comércio das especiarias. A história da colonização neerlandesa da Indonésia começou com a expedição de Cornelis de Houtman. No , os neerlandeses, através da companhia Holandesa das Índias Orientais, estabeleceram na região a sua colónia das "Índias Orientais Neerlandesas" (sem, no entanto, conseguirem ocupar a colónia portuguesa de Timor). Durante a maior parte do período colonial, o controle neerlandês sobre o arquipélago ficou restrito às zonas costeiras, em uma ocupação que durou até o . As tropas neerlandesas estavam constantemente envolvidas em sufocar rebeliões. A influência de líderes locais, tais como o príncipe Diponegoro no centro de Java, Bonjol Imam em Samatra central e Pattimura nas Molucas e uma sangrenta guerra em Aceh, que durou trinta anos, debilitaram e reduziram as forças militares neerlandesas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Países Baixos, que haviam sido ocupados pela Alemanha Nazista, perderam a sua colónia para os japoneses. Com o fim da guerra, Sukarno, que tinha cooperado com os japoneses, declarou a independência da Indonésia, mas os aliados apoiaram o exército neerlandês a tentar recuperar a sua colónia. A guerra pela independência, denominada revolução Nacional da Indonésia, durou mais de quatro anos e envolveu um esporádico, mas sangrento conflito armado interno, levantes políticos e duas grandes intervenções diplomáticas internacionais. As forças neerlandesas não conseguiram prevalecer aos indonésios, sendo expulsos após muita resistência. Embora as forças neerlandesas controlassem as vilas e cidades em redutos republicanos em Java e Samatra, não controlavam as aldeias e o campo. Assim, a república da Indonésia acabou por preva…

Texto obtido de Wikipedia - Indonésia sob licença CC-BY-SA-3.0 el 19 de Dezembro de 2018

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